segunda-feira, 17 de maio de 2010

“As pessoas não podem gostar de nosso jeito e sim da gente”

O mais interessante de se escrever um blog é poder ler os comentários e observar que existem formas diferentes de enxergar uma situação e até mesmo coisas que completam aquilo que foi dito, mas que não foi pensado antes.

No post passado o Norb’s disse a seguinte frase: “As pessoas não podem gostar de nosso jeito e sim da gente.” Isso me deixou pensando por um bom tempo. Tanto é que hoje comentarei sobre isso do meu ponto de vista e de acordo com alguns exemplos da vida.

Primeiramente, as pessoas se aproximam de nós por algum motivo. Normalmente o físico. Depois, pelo fato de vocês conhecerem alguém em comum, ou por algo que você fez ou falou. Enfim... nada nessa vida acontece a esmo.

Aos poucos o seu jeito vai conquistando o outro e vice versa. E é o que vai nos dando motivação para investir numa relação. É ilusão achar que somos nós por nós mesmo que conseguimos isso logo de início. Isso porque, é somente com a convivência, que mostramos outros aspectos do nosso EU, o que faz com que esse EU seja reconhecido em suas várias faces.

Aí sim. Nesse momento é possível dizer que quem está ao nosso lado está porque gosta da gente e não do nosso jeito. Acontece que muitas vezes acreditamos que as pessoas gostam de nós por nós mesmo, mas em algum acontecimento atípico, quando somos levados a mostrar outra parte de nós mesmo, tudo muda.

Ahh! Tenho um exemplo bem vivo e real disso. Já vi “amizades” acabando porque uma pessoa não soube lidar com uma reação inesperada da outra. Exatamente! Acostumada com um tipo de comportamento em situações semelhantes a pessoa simplesmente não gostou e não quis conversar ou tentar entender. Simplesmente se “emputeceu” e prendeu esse sentimento em seu coração.

Me pergunto: Até que ponto vale a pena guardar tanta mágoa no nosso coração? Galera!!!!! Mágoa dói!!!! Mágoa nos deixa doente!!!! A mágoa impede que vivamos experiências preciosas da nossa existência! Que seja... Esse assunto também é grande e seria um tema incrível para outro post.

Voltando...

Às vezes nos enganamos com as pessoas. Acreditamos que são de determinada forma, mas no fundo não o são. Só que eu acredito que, quando realmente conhecemos alguém, passamos a amar!!!! Aceitamos qualidades e defeitos. Inclusive, quando essa pessoa não está perto, uma das coisas que mais nos faz lembrar dela são pequenos defeitos que a torna alguém tão única.

E aí sim! Esse sentimento é tão perfeito, que faz com que amemos incondicionalmente! Faz com que aceitemos tudo o que aquela pessoa tem para nos oferecer e para nos sugar. E é assim que vamos descobrindo quem são os nossos verdadeiros amigos.

Pois esses estão ao nosso lado independentemente de qualquer coisa. Mesmo que os surpreendamos de algum jeito, eles tentarão entender. E se não conseguirem? Ah! Eles chegarão até você pra conversar e tentar entender.

Na mudança descobrimos verdades também!
É... continuo acreditando no valor da mudança!

Rachel Marinho

terça-feira, 4 de maio de 2010

Acredite!

A pior parte de mudar é que as coisas e pessoas que estão a sua volta não mudam junto com você, não no mesmo tempo. Exatamente! Não pense que, se você mudar, as coisas logo serão da forma como você imaginou que seriam!


Vivemos em um sistema complexo! Nossas atitudes geram reações nas pessoas. Quando temos o costume de agir de determinada forma as pessoas se dão conta disso. Sim, toda vez que uma situação parecida ocorrer todos imaginarão qual postura você terá.

No momento em que você decide agir de forma diferente, muitos estranharão. Na verdade, a maioria. Uns apoiarão a mudança e outros recriminarão. Você já sabe: é impossível agradar a todos!!!!

Isso tudo não significa que você não tem que mudar!! Não!!!!! Mudanças são necessárias! Algumas não são fáceis de acontecer. Muitas vezes temos medo. Preferimos manter o “status quo”. Mas será o melhor?

Precisamos mudar para evoluir! Minha dica é que você não desista! Mesmo que tudo pareça estar piorando, persista e acredite na melhora da sua vida e na vida das pessoas que estão ao seu lado.

O sistema adaptar-se-á ao seu novo EU! Acredite!

Rachel Marinho

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nossos Relacionamentos

A proposta desse blog é a de me auxiliar com as minhas próprias mudanças, afinal, também sou humana! Estou sujeita a erros, assim como você. E preciso rever meus atos e meus pensamentos constantemente para evitar cometer esses mesmos erros.


Gosto muito do primeiro texto de um livro chamado “Abrindo portas com amor”, de Ângela e J. Augusto Mendonça.

O título é: “Nossos relacionamentos”. Fala sobre como tendemos a tratar melhor pessoas desconhecidas do que aquelas que fazem parte da nossa história, principalmente nossos familiares – mãe, pai, irmãos, companheiro(a), até mesmo nossos animais de estimação. Sem dúvidas isso é um fato e, com certeza, se estende para os nossos melhores amigos.

A primeira tentativa para recomeçar é tratando da maneira certa aquelas pessoas que tanto nos amam, que tanto nos querem bem, que tanto nos querem ver crescer e nos tornar pessoas melhores.

Fica a dica de uma boa leitura... Espero que gostem.

Rachel Marinho


“Sobre o relacionamento entre pais e filhos, gostaria de relatar-lhes um fato que aconteceu comigo e que muito mudou a forma de me relacionar com meus filhos.


Quando minha filha tinha 11 anos de idade, ela combinou com a mãe que, após as aulas, levaria algumas colegas para nosso apartamento para comer pizzas que elas mesmas fariam.


Minha mulher concordou e combinou com a empregada que deixasse prontos os discos de massa pré-assados, a mussarela ralada, o presunto picado e o molho na geladeira. Também foram providenciados os refrigerantes, na época, garrafas de vidro de refrigerante família.


Como os irmãos voltariam da escola mais tarde, minha mulher e eu estaríamos trabalhando em nosso consultório de Psicologia, o apartamento ficaria à disposição dela e das colegas.


Por volta das 17h45, terminei meu trabalho na clínica. Minha mulher pediu-me que fosse para casa, que nada precisaria ser feito, mas que eu ficasse em casa à disposição de minha filha e de suas colegas. Logo que ela terminasse o trabalho, também iria. Naquela época, já estávamos acostumados a ficar até mais tarde no consultório, estudando, depois das consultas. Os filhos, quando retornavam da escola, sabiam se cuidar e, pelo telefone, fazíamos o controle de como as coisas andavam.


Naquela tarde fui mais cedo para casa. Quando cheguei, já encontrei as colegas de minha filhar assentadas à mesa, comendo e bebendo, rindo muito, alegres. Cumprimentei a todas e fiquei conhecendo as que não conhecia. O cheiro de pizza assando tomava conta de todo o apartamento. Uma delícia. Liguei a televisão e fiquei vendo o resto da novela, enquanto esperava os jornais da noite nos diversos canais de televisão. Fiquei distraído, alheio à farra das meninas.


De repente, um susto. Um grande estrondo na cozinha balançou todo o apartamento. Tremi, na sala de televisão, apreensivo com o grito de uma das colegas de minha filha. Aconteceu que, com a mão suja de gordura de pizza, ela foi pegar uma garrafa de refrigerante na geladeira. A garrafa escorregou e caiu no piso de granito. O grande barulho foi pela queda da garrafa e também pelo gás que se desprendeu do refrigerante. Espalharam-se cacos de vidro e refrigerante por toda a cozinha.


Quando cheguei lá, a jovem estava parada, muito assustada, e as outras assentadas à mesa, sem ação. Retirei a moça do lugar, com cuidado, para que não pisasse em cacos de vidro e coloquei outra garrafa de refrigerante na mesa para elas.


Comecei o trabalho de limpeza. Catei todos os cacos de vidro, embrulhei em jornal, para não machucar a mão do lixeiro. Puxei todo o refrigerante com o rodo. Depois joguei detergente e água no chão, fazendo a limpeza mais grossa, deixando, para o dia seguinte, a limpeza mais deixada por conta da empregada.


Depois disso, voltei para a sala de televisão e fiquei pensando. Pensei no fato e em como agiria se fosse a minha filha que tivesse quebrado a garrafa. Talvez ralhasse severamente com ela, chamando-a de descuidada. Talvez lhe mandasse limpar tudo. Talvez prometesse algum castigo, mesmo na frente das colegas. Talvez até agredisse fisicamente, mesmo na frente das colegas, para ela aprender a ter mais cuidado!!!


No entanto, como era uma estranha, eu agi daquela maneira. Limpei tudo, além de ter retirado a menina do ligar com muito carinho. Acho que disse a ela que não se preocupasse, que ficasse tranquila, que eu estava lá para cuidar dessas coisas.


Pensei mais: pensei em como maltratamos as pessoas que amamos e tratamos bem os estranhos. A menina era filha de não sei quem. Nunca a vira na minha vida! E minha filha era sangue do meu sangue, carregando consigo genes que eu transmitira, tinha ainda o meu sobrenome, que eu mesmo pusera. Eu a tratava com tanta grosseria e à sua colega, que eu nem conhecia, eu dava todo o meu carinho.


Foi então que eu comecei a prestar mais atenção a isso. E a partir daquele dia mesmo comecei a tratar com mais cuidado, com mais carinho e atenção meus filhos e minha mulher. Comecei a tratá-los como se fossem “os colegas”, e minha mulher como se fosse “a mulher de um amigo”, ou “a mulher do vizinho”.”